Ao ler o titulo desta postagem, muitos poderão pensar que o tema deste texto se refere a algum cantor famoso ou artista global. Na verdade, me proponho a falar sobre a idolatria e a forma hipocrita como este tema tem sido tratado pela massa autodenominada "evangélica". Por me considerar parte deste grupo, me acho digno de falar. Já li muitos textos que falam, criticam e se propõem a analisar este nosso grupo. Contudo, sempre foram feitos por pessoas sem nenhuma ligação, com um olhar de forasteiro, que apenas vislumbra os aspectos mais evidentes. Quase sempre tendenciosos. Acho que a critica é um meio eficaz de educar. E feita com coerência e educação pode trazer efeitos benéficos.
Passada esta exposição de motivos, lanço o primeiro desafio. Pergunto a você leitor: A quem você adora? De quem ou do quê você é devoto?
Fazer essa pergunta a nós "crentes evangélicos" soa aos nossos ouvidos como uma grave ofensa. Mas ainda insisto nestas perguntas: Quem é o seu idolo? Quem tem recebido a sua devoção? Muitos, incluindo você, acredito, responderão prontamente: Ao Senhor nosso Deus, a Jesus Cristo. Esta será a resposta padrão de um "crente".
Mas ainda faço mais uma pergunta: Quem você adora além de Deus?
Concordo e acredito que você adore a Deus. Mas eu te pergunto e peço que faça uma pequena reflexão. A quem você tem adorado além de Deus?
Se você ainda estiver lendo, você entenderá o motivo destas perguntas.
Vivemos um momento de hipocrisia e superficialidade em todas as areas da nossa vida. Hoje parecer é mais importante do que realmente ser.
Hoje aparentemente vejo mais santidade. Movimentos, atos proféticos. Um linguajar santo. Muitos batendo no peito e se proclamando adoradores. Mas de quem?
Hoje vejo muitos "crentes" que se preocupam em agradar e obedecer cegamente ao seu líder denominacional, bispo, pastor, apóstolo. Muitos não percebem, mas adoram ao líder. Fazem tudo para agradar ao Pastor. Ofertam e dizimam por que o Bispo ordenou. Alguns até deixam casa, família, trabalham e doam tudo a pedido, ordem ou para agradar ao seu líder. Isso é uma forma de idolatria. A palavra do líder é mais importante que o que está escrito. Heresias e tudo que tem aparência de santo é aceito sem nem um tipo de questionamento.
Há pessoas que adoram a igreja, o templo, a instituição. Para alguns, a cerimônia, o ritual é o mais importante. As leis e "doutrinas" são o que de mais importante existe. Vestir de determinado jeito, fazer isso ou aquilo é o que trás a salvação. Algumas igrejas dizem que só elas trazem a salvação. E muitos acreditam nisso e vivem pra isso. A cruz e o sacrifício de Cristo não foram suficientes.
Outro fato que tenho constatado são os crentes que adoram a cantores e ministérios. E ainda existem aqueles que adoram a "adoração". Isto é, adoram o ato e tudo que envolvem o que chamam de adoração. E digo que adoram por que defendem de uma forma feroz e apaixonada a todos. Criam-se inúmeras formas de unção, movimentos, modelos de adoração e deixam de lado a única forma eficaz de adoração que é o coração quebrantado.
Isto tudo do que falei é a realidade dos nossos dias. Adora-se a tudo, menos a Deus. A simplicidade do evangelho e do amor é deixada de lado. Deus muitas vezes nem é lembrado e o sacrifício de Cristo as vezes é apenas um pano de fundo.
É no mínimo irônico apontarmos o dedo para outras religiões e acusa-las de serem idólatras. Elas são assim e fazem isso espontaneamente. A devoção é declarada e faz parte do contexto. A questão somos nós. Afirmamos que adoramos somente a Deus, que Cristo é o nosso único caminho para o pai e o seu sacrifício nos aproximou dele e do que nos separava da graça. A meu ver há uma falha em nosso discurso.
E agora refaço minha pergunta: Quem é o seu ídolo?
Olhe para si mesmo e responda. Se não for somente a Deus... Ainda há tempo de mudar!
Nenhum comentário:
Postar um comentário